Fevereiro roxo traz conscientização das doenças autoimunes, entre elas o Alzheimer
- Redação Saúde Minuto
- 19/02/2022
- Rafaella Bragiotti Saúde
Segundo a OMS, cerca de 50 milhões de pessoas ao redor do planeta vivem com alguma demência.
Alteração de memória recente, como o esquecimento de onde se guardou objetos, ou se refeições foram feitas durante o dia são alguns dos primeiros e principais sinais da demência do tipo Alzheimer identificados por famílias acometidas por algum membro diagnosticado com a doença, afirma a médica especialista em Neurologia, Dra. Ana Paula Peña.
Um recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado pela CNN Brasil em Outubro do ano passado, mostrou que 40,3% dos brasileiros serão idosos em aproximadamente 90 anos. Atualmente, dos 210 milhões de brasileiros, 37,7 milhões têm 60 anos ou mais, segundo a Agência Brasil.
O envelhecimento no Brasil acende alerta para aumento de casos de Alzheimer, uma vez que a população no país está vivendo cada vez mais. Com isso, é importante que as famílias redobrem a atenção no comportamento do idoso com o qual convivem e mantém algum laço.
É possível detectar o Alzheimer precocemente?
“Não existe nenhum exame que detecte a doença de Alzheimer, justamente porque o diagnóstico do Alzheimer é clínico, e os exames confirmam ou negam a doença. Não é o exame que faz o diagnóstico, e sim a avaliação clínica, histórico do paciente.” A médica acrescenta que podem existir exames que facilitem a confirmação da doença como a ressonância magnética, por exemplo, o exame SPECT, exame do líquor, mas nada disso confirma a existência da doença. “O que diz se a pessoa tem Alzheimer ou não é o diagnóstico clínico, porque ela pode ter todas essas alterações de exames e não ter nada.”
A especialista informou que hoje em dia há tratamento que controla os sintomas e diminui a velocidade de progressão da doença. Contudo, por ser uma doença degenerativa, o tratamento é capaz de retardar o progresso da doença, porém de forma alguma inibe seu avanço.
É comum que a pessoa portadora de Alzheimer se torne alguém mais quieto, retraído e isolado, mas a Dra. Ana Paula reforça que quanto mais atividades como leitura, pintura, música, artesanato, caça-palavras e outras do mesmo nicho o paciente praticar, maior atraso da evolução dos sintomas para um quadro agravante. Atividades físicas também são muito positivas.
Texto por Rafaella Bragiotti | Redação Saúde Minuto