O que é incontinência urinária e quais são suas principais causas em mulheres não idosas?
- Redação Saúde Minuto
- 06/11/2024
- Saúde
A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente mulheres. Essa condição, que pode variar desde pequenas perdas até casos mais graves, impacta significativamente a qualidade de vida, causando constrangimento e limitando as atividades do dia a dia.
Conforme explica o Dr. Sandro Nassar, urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, “a incontinência urinária é a perda involuntária de urina (o escape). Ela varia de intensidade, de uma mais leve e discreta até uma bem intensa”. O especialista destaca que “os principais fatores são associados à gravidez, seja pelo feto muito grande ou por traumas associados ao parto e à lesão na musculatura do assoalho pélvico”.
Além da gravidez, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da incontinência urinária, como a menopausa, a obesidade, o envelhecimento e doenças neurológicas. A menopausa, por exemplo, está associada à diminuição dos níveis de hormônios sexuais femininos, o que pode afetar a força e o tônus dos músculos do assoalho pélvico.
Os sintomas da incontinência urinária podem variar, mas os mais comuns incluem a perda involuntária de urina ao realizar movimentos simples. “As mulheres começam a perceber que, com pequenos esforços, a urina começa a escapar: dar uma risada, tossir, espirrar ou algum movimento brusco. É a mulher que nota os sintomas e é exatamente nesse momento que ela deve procurar um médico especializado”, alerta o Dr. Nassar.
O diagnóstico da incontinência urinária é feito através da história clínica, exame físico e, em alguns casos, exames complementares como o estudo urodinâmico. “O diagnóstico é com anamnese e com o auxílio de um diário miccional. É possível, também, durante a avaliação, realizar um teste de esforço. Além disso, o estudo urodinâmico é o exame mais específico para analisar e identificar o problema em questão”, explica o especialista.
O tratamento da incontinência urinária varia conforme a causa e a gravidade dos sintomas. As opções terapêuticas incluem exercícios de fisioterapia para fortalecer o assoalho pélvico, medicamentos, cirurgia e mudanças no estilo de vida. “Existe a abordagem clínica nos casos mais leves e anatômicos, com o uso de fisioterapia. Das técnicas cirúrgicas, a mais comum é a sling, onde há a colocação de uma fita suburetral que minimizaria, sim, as perdas de urina”, detalha o médico.
O Dr. Sandro Nassar também enfatiza a importância da prevenção: “manter um peso saudável, já que a obesidade aumenta a pressão sobre o assoalho pélvica, e uma hidratação adequada são importantes”, diz. O médico explica que cessar o tabagismo é igualmente relevante, já que “a paciente que fuma muito, tosse muito” e, com uma maior pressão abdominal, é “maior a chance de escape de urina”. Ele inclui também o peso excessivo carregado na academia ou cotidiano como fontes de força e pressão excessiva no abdômen.
Profissional consultado: Dr. Sandro Nassar, urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos.
Texto por: Francisco Varkala | Redação Saúde Minuto