Quanto tempo o esperma fica no organismo?
- Redação Saúde Minuto
- 07/06/2024
- Assuntos Delicados Saúde
Pergunta difícil? Saiba que a resposta é mais simples do que se imagina. Apesar de parecer frágil, esse gameta masculino pode nos surpreender com o tempo de sobrevivência, em casos raros pode chegar até cinco dias.
Estudos indicam que os espermatozóides podem permanecer viáveis por até três dias após a ejaculação, podendo chegar a cinco dias se estiverem em boa saúde. Esse período de sobrevivência está sujeito a vários fatores, incluindo a fase do ciclo menstrual feminino.
Durante a ovulação, por exemplo, as mudanças hormonais provocam alterações no muco cervical, uma secreção produzida pelo colo do útero. Esse muco, que normalmente impede a ascensão de bactérias da vagina para o útero, torna-se mais fino nos dias férteis, permitindo a passagem dos espermatozoides.
Além disso, o muco cervical oferece um ambiente protetor para os espermatozoides, permitindo-lhes mover-se livremente. Eles também podem ficar retidos no colo do útero em pequenas cavidades chamadas criptas endocervicais, servindo como locais temporários de armazenamento. Esses espermatozoides são liberados gradualmente conforme a ovulação se aproxima, aumentando as chances de fertilização.
Portanto, ao calcular a janela fértil, que é o período em que a mulher tem maior probabilidade de engravidar, é importante considerar o tempo potencial de sobrevivência dos espermatozóides, bem como a vida útil do óvulo, que é de aproximadamente 24 horas. Essa informação é relevante tanto para casais que estão tentando conceber quanto para aqueles que desejam evitar a gravidez.
– Sabendo a duração desses gametas é muito mais fácil se prevenir de uma gravidez não desejada, assim como também é mais fácil se planejar para um gestação, não é mesmo? Mesmo assim vale destacar que uma vez que esses espermatozoides tem contato com o ambiente externo, sobrevivem até 2 minutos, ou seja, é extremamente difícil engravidar sem as condições adequadas para a sobrevivência do esperma.
Por Erika Dias | Redação Saúde Minuto