Zac Efron revela que não sai de casa por causa de um transtorno de ansiedade
- Redação Saúde Minuto
- 14/09/2022
- Psicologia Ricardo Milito
A ansiedade pode ter uma função adaptativa muito importante quando está associada à preparação do indivíduo pra lidar com situações ameaçadoras ou desafiadoras. Por exemplo, a atenção e cautela no trânsito em um dia chuvoso, preocupação com uma prova ou reunião importante. Porém, ela se torna um transtorno quando o sentimento é tão intenso e desconfortável que acaba comprometendo a qualidade de vida do indivíduo.
Se preocupar é um fenômeno comum e universal, nos ajuda em diversos momentos, como por exemplo, a planejarmos melhor as atividades, mas para pessoas com transtorno de ansiedade, essas preocupações são intensas e difíceis de ser interrompidas. Quando estamos ansiosos, o nosso cérebro entende que estamos sobre ameaça. Por isso, algumas anormalidades nos transmissores de serotonina e alto nível de cortisol são algumas vulnerabilidades biológicas pra ansiedade. A irritação cognitiva se refere a estratégias que o sujeito utiliza para se afastar de situações aversivas, alguns temas que estes indivíduos podem estar evitando através dessa preocupação, são os medos mais profundos, como traumas passados ou problemas de relacionamentos interpessoais, na infância ou vida atual.
O sofrimento com os sintomas fisiológicos de uma crise de ansiedade é muito grande, é importante que quem conviva com o individuo que sofre do problema, acolha com palavras confortantes, como: “eu estou aqui com você”, “pode contar comigo”, “logo você vai estar seguro, vai passar”, levando essa pessoa para um local tranquilo, caso isso não for possível, auxiliar a pessoa a imaginar um local que elas se sinta em paz, propondo exercícios respiratórios para tirar o foco dos sintomas e convidando para perceber alguns objetos do ambiente, o transtorno de ansiedade pode aparecer de diversas formas, como transtorno de pânico, fobias especiais, fobias sociais e agorafobia.
O que é o agorafobia?
É quando a pessoa tem dificuldade de se sentir segura em lugares públicos, principalmente em aglomeração e lugares com muito movimento, como transportes públicos, elevadores e shoppings, geralmente a pessoa sente a necessidade de ter um uma companhia, como um parente ou amigo pra ir a lugares muito movimentados. A pessoa tem medo de ficar sozinha em casa e um medo excessivo de não ser capaz de escapar ou encontrar ajuda caso ela tenha uma crise de pânico.
O tratamento é multidisciplinar, com um psicólogo, psiquiatra e outros profissionais, o foco principal é identificar esses esquemas e as crenças mal adaptativas (sobre probabilidades e consequências de ameaças para segurança física e psicológica). Crenças de desamparo, inadequação ou falta de recursos pessoais, para que ela possa lidar com situações que causem medo e ansiedade. A intolerância, incerteza e não aceitação, de eventos negativos que são incertos ou até mesmo ambíguos para essa pessoa. O tratamento inicia com a psicoeducação do transtorno, o paciente aprende a monitorar suas preocupações no dia a dia através de registros, e classificar também essas preocupações irreais, com solução ou preocupações reais sem solução, o paciente vai aprendendo a controlar essas variáveis, levando o indivíduo a extinguir comportamentos que o impedem de fazer tarefas do cotidiano, são estabelecidas metas pra que ele aprenda habilidades práticas, reduzindo sintomas da ansiedade e a exposições gradativas. Essas situações e ambientes que estão associados a ansiedade.
Texto por Ricardo Milito | Psicólogo