Vaginismo: O que é, sintomas, tratamentos e causas
- Redação Saúde Minuto
- 03/10/2022
- Cristina Nobile Fisioterapia
Segundo a última revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-V, o vaginismo é hoje classificado como Transtorno da Dor Gênito-Pélvica/Penetração e disfunção sexual feminina.
Caracterizado pela contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico que envolvem o canal vaginal, o vaginismo dificulta ou impossibilita a penetração. É importante diferenciar a dor do vaginismo das outras dores que podem ocorrer antes, durante ou depois da relação sexual, as chamadas dispareunias, também caracterizadas como disfunção
Essa condição pode ser categorizada como primária, quando ocorre no início da vida sexual, e secundária, que aparece depois de um período de relações normais, quando acontece depois de um período de relações normais.
Acontece uma contração involuntária que se manifesta sempre que há tentativa de penetração, seja na relação sexual, no exame ginecológico, na introdução de absorvente interno ou de um aplicador de pomadas.
As causas da disfunção ainda não são bem conhecidas, provavelmente são multifatoriais. O vaginismo primário está mais relacionado a um mecanismo psicossomático, e o secundário, a uma experiência negativa real. Independentemente da causa, a resposta será sempre a mesma: medo da dor, ansiedade, contração e mais dor, formando um ciclo interminável de onde poucas conseguem sair se não recorrerem à abordagem fisioterapêutica.
Em decorrência da contração excessiva, a musculatura vai ficando disfuncional e não responde ao comando verbal. O tratamento multidisciplinar é importante, sendo necessário ensinar para a mulher que sofre dessa condição qual é o músculo que deve ser recrutado, como e quando contrair e, principalmente, relaxar.
O diagnóstico do vaginismo é feito por meio do histórico da paciente, exame físico e comportamental. É fundamental investigar se houve questões que propiciaram a disfunção, como medos, desenvolvimento da sexualidade, educação, tabus, religião, personalidade, falta de conhecimento sexual e da própria anatomia.
Durante o processo, através das orientações sobre anatomia, fisiologia e sexualidade, a paciente adquire conhecimento a respeito do seu corpo, e isso é fator determinante para o êxito do tratamento, para a melhoria das suas relações e da sexualidade de um modo geral.
O protocolo de tratamento é delineado de acordo com a necessidade de cada paciente, sendo relativamente rápido. Não existe receita pronta, e cada uma é única e deve ter seu tempo respeitado.
Texto por Dra. Cristina Nobile | Fisioterapeuta na Clínica Mulhere’S+