Conheça os riscos consumo de álcool em excesso!
- Redação Saúde Minuto
- 09/02/2023
- Psicologia Ricardo Milito Saúde
Desde a antiguidade o uso de bebidas alcoólicas está atrelado ao gesto de comemoração em festividades, ritos religiosos e datas importantes.
A pessoa que consome bebida alcoólica pode encontrar formas para alterar seu estado de consciência. Por seu fácil acesso, baixo custo e ser considerada uma droga lícita, o alcoolismo tem aumentado progressivamente, trazendo complicações para a vida do indivíduo e se tornando um problema de saúde pública.
Mas como saber se o consumo da bebida se torna uma dependência?
- forte desejo de consumir bebida alcoólica
- dificuldades para parar de beber mesmo estando embriagado
- perda de memória, tremores, insônia e falta de apetite
- Alterações de humor como maior irritabilidade, agressividade e sentimento de tristeza
- Necessidade de beber a qualquer momento
- tolerância à substância, cada vez mais necessita de doses maiores
Pesquisas relatam que os motivos relacionados ao consumo do álcool são busca de prazer e descontração, melhora no humor e perda da timidez. Dificilmente pessoas dependentes do álcool admitem e compreendem que estão passando por um processo de enfermidade, impedindo que busquem ajuda. A maioria dos dependentes de álcool apresenta transtornos psicológicos. O tratamento é multidisciplinar envolvendo psiquiatras, psicólogos e outros profissionais da saúde. Quando tomada a decisão de parar com a bebida, é solicitado ao paciente que liste os prós e contras.
Durante o tratamento o paciente é motivado a resgatar ou iniciar hábitos saudáveis como práticas esportivas e atividades físicas. Isso ajuda em vários aspectos, viabilizando o contato com pessoas que também praticam hábitos saudáveis e não relacionados ao álcool, ajuda no manejo de emoções negativas, melhora a autoestima e pode ser uma alternativa de enfrentamento dos horários de risco para o consumo de álcool. O prazer e a gratificação gerada pelas atividades saudáveis contribuem na implementação de novos hábitos.
Texto por Ricardo Milito | Psicólogo